Coluna Crônicas da Corte

Rio, 10/10/2011 – Segunda-Feira

Por: Alex Tobias

Alex Tobias - Colunista oficial do blog do Império Serrano

A luz de Deus iluminou a Serrinha… e seus compositores”

O G.R.E.S Império Serrano pode se orgulhar de ter em seus segmentos umas das mais ou a mais inspirada Ala de Compositores do carnaval brasileiro. E isso não é uma opinião, isso é fato!!!

A Ala de Compositores da verde e branco da Serrinha é responsável por verdadeiras obras primas que serviram de trilha sonora para os grandes desfiles do Império durante esses 64 anos de história. Desde seu início em 1947, a escola produz sambas-enredo em profusão assim como Da Vinci, Picasso e outros grandes artistas produziam suas obras com a mais perfeita naturalidade. O que em determinados momentos parece ser uma dificuldade para outras agremiações, no Império a “facilidade” para composições está no DNA da “turma”. Podemos até parafrasear um ditado baiano em que “o baiano nasce dançando e cantando” e eu digo que “o imperiano nasce criando e compondo”. A maior prova disso é que o maior compositor da história dos sambas-enredo é o fabuloso Silas de Oliveira e o melhor samba-enredo de todos os tempos é “Heróis da Liberdade” de 1969, sem contar que a escola possui um importante galardão de 10 (isso mesmo!) dez Estandartes de Ouro na categoria samba-enredo (6 no Especial e 4 no Acesso) isso sem citar outras premiações, a história dos sambas do Império fala por si só.

Nomes incríveis fazem parte deste panteão: Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola, Aniceto do Império, Dona Ivone Lara, Roberto Ribeiro, Beto sem Braço, Aluísio Machado, Arlindo Cruz e entre outros. Como talento não tem idade, vou me atrever a pedir que olhem com carinho um nome que vem devagarzinho despontando no cenário imperial e em breve estará nesta rica e conceituada lista, pois sua capacidade é gigante, o nome dele é Lucas Donato. Muitos podem achar que estou louco, mas fiquem tranquilos não estou comparando e nem igualando o garoto aos grandes gênios, pois ele tem muita estrada a percorrer ainda, mas é talento puro… isso é inegável.

Como imperiano e amante do samba isto nos enche de orgulho, pois quando você for buscar na história e começar a listar os sambas-enredos (de cada 10 sambas, 5 são imperiais) percebe-se que é um dom, é talento, não acontece por acaso… é luz de Deus!! E o orgulho maior é saber que todos eles (ou a esmagadora maioria) pertencem ao nosso querido Império.

Esta é uma singela homenagem aos abençoados compositores do G.R.E.S. Império Serrano, já que nosso samba para o desfile de 2012 acabou de ser escolhido, grandes obras (como de costume) foram apresentadas mais só um agora irá nos representar e contar com maestria a história de Dona Ivone Lara, a 1ª mulher a compor um samba-enredo, o magnífico “ Os cinco bailes da história do Rio”. Independente da obra escolhida, tenho absoluta certeza que será tão apreciada e premiada como obras de anos anteriores, pois os autores, são os artistas da incrível “Ala de Compositores Silas de Oliveira”, nome melhor não há!

Obrigado aos senhores e senhoras que nos fazem sorrir, chorar, cantar e nos emocionar de verdade com cada obra criada por todos vocês.

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Rio, 10/10/2011 – Segunda-Feira

Importante!!!

A partir da semana que vem os textos da Coluna “Crônicas da Corte” serão publicados em nosso site.

www.gresimperioserrano.com.br

Semana que vem teremos Carlos Andreazza! 

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Rio, 03/10/2011 – Segunda-Feira

Por: Eraldo Leite

O Jornalista Eraldo Leite é um dos colunistas oficiais do Blog do Império Império Serrano

Crônica Eraldo Leite

Sempre gostei muito de música, desde os 14 anos minha mãe me colocou na aula de violão, sentindo que eu tinha “uma certa musicalidade”. A brincadeira me fez aperfeiçoar sempre mais o gosto pela música como um todo, ou seja, a composição letra e música de uma canção. Não por acaso, ali pelos meus sete anos, me encantou um samba que falava das belezas do Rio: “Rio de Janeiro obra-prima de rara beleza, foste engalanado pela própria natureza…”. Descobri tratar-se de uma composição de Mano Décio da Viola, Aidno Sá e David do Pandeiro e que,

não por acaso, era do Império Serrano. Sim porque, minha segunda descoberta foi que o Império era a maior escola de compositores do Rio. Mano Décio tinha sido o maior parceiro de Silas de Oliveira na décadade 50, quando o Império conquistou cinco campeonatos.

Sambas que se tornaram imortais aconteceram na década de 60, mas que, nem por serem verdadeiras obras de arte, foram campeões do carnaval. “Aquarela Brasileira”, que Silas de Oliveira compôs sozinho, acabou em quarto lugar em 1964, mesma posição de “Heróis da Liberdade”, Hino maior do Império Serrano, composto por Silas, Mano Décio e Manoel Ferreira em 69. E “Os Cinco Bailes da História do Rio” no qual Dona Ivone Lara colocou música na letra de Silas de Oliveira e Bacalhau foi apenas vice-campeão em 1965.

A renovação da fantástica escola de compositores do Império iniciou a década de 70 com outra obra sensacional, até hoje entoada com empolgação pelos imperianos em nossas festas. Em 1971 Heitor, Maneco e Wilson Diabo compuseram versos como “plantador colhe e semeia suplicando pra chover, arrastão feliz na areia e as rendeiras a tecer…” O samba “Nordeste, seu povo, seu canto, sua gente” é antológico. A mesma parceria levou o Império ao campeonato em 72, com “Alô, alô, Taí: Carmem Miranda”. Avarese compôs “Zaquia Jorge”, o “baleiro, bala” campeão na disputa interna em 75.

Na década de 80 surgiram Beto-Sem-Braço e Aloísio Machado, autores do “Bum-Bum Paticumbum Prugurundum”, que deram ao Império o último título do carnaval. A ala dos compositores se renova todos os dias e hoje tem em Arlindo Cruz seu maior representante, fazendo sucesso no mercado do show business brasileiro.

Sexta, dia 7 de outubro, o Império Serrano mostra como continua fértil a arte de seus compositores na grande final da escolha de samba-enredo. Será apoteótica, na Fundição Progresso, na Lapa, com três parcerias, que podem muito bem representar o ontem, o hoje e o amanhã, disputando a primazia de cantar “Dona Ivone, o Enredo do Meu Samba”, o hino que vai embalar o desfile do Império em 2012, para voltar ao Grupo Especial do Carnaval.

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Rio, 26/09/2011 – Segunda-Feira

Por: Marcelo Moutinho

Marcelo Moutinho Colunista oficial do Blog do Império Serrano

“Cinco bailes que valem por um campeonato”

 Que Dona Ivone Lara foi primeira mulher a vencer um concurso de samba-enredo, fazendo história no carnaval, quase todo mundo sabe. Pouca gente conhece, no entanto, ao gênese desse episódio, revelado pela própria artista em depoimento ao Museu da Imagem e do Som (MIS).

Silas de Oliveira e Bacalhau já tinham se reunido várias vezes para compor o hino do Império Serrano para 1965, mas não conseguiam terminar o trabalho. O motivo? Acabavam exagerando nos “aditivos” utilizados para acionar a inspiração — ou, nas palavras mais diretas de Dona Ivone, “começavam a beber e não paravam mais”.

Foi Mestre Fuleiro quem sugeriu que a própria Dona Ivone fosse convocada para ajudar. De início, Seu Oscar, o marido dela, resistiu à ideia de ver a mulher envolvida em disputa de samba-enredo. Mas logo cedeu. “Fiz tudo muito direitinho, todos os serviços de casa, para deixar ele bem satisfeito”, relata a compositora, que no dia seguinte foi ao encontro de Silas e Bacalhau.

Sua contribuição a Os cinco bailes da História do Rio — o hino que viria a ser tornar clássico, com 19 regravações — deu-se, sobretudo, na parte da melodia. Quesito que, aliás, sempre foi sua especialidade, como demonstra declaração feita à jornalista Mila Burns: “Com a letra, a gente tem que seguir uma sinopse para fazer o samba-enredo, e nunca gostei disso. A melodia é que são ‘elas’”. Tem que botar uma melodia bonita, de que todo mundo goste, sinta, se inspire com ela”.

Na apresentação de Os cinco bailes, a quadra do Império estava cheia, com forte presença, inclusive, do pessoal da vizinha Portela, como informa a escritora Kátia Santos, no livro Ivone Lara – A dona da melodia. O nome de Dona Ivone, porém, não aparecia no prospecto como compositora. Coube ao repórter Fábio Mello, frequentador da escola, alertar para o fato de que, se ela havia participado da criação do samba, deveria ter o crédito reconhecido. Assim foi feito.

O desfile propriamente dito aconteceu em clima de forte emoção, como relata jornal da época, em notícia reproduzida pela pesquisadora Rachel Valença no seminal estudo Serra Serrinha Serrano. “Quando o Império acabou de apresentar o seu enredo, arrastou consigo uma verdadeira multidão, além dos aplausos frenéticos do público das arquibancadas. Foi a consagração à sua brilhante apresentação”, diz a reportagem, que salienta: “O samba de Silas de Oliveira, Ivone dos Santos e Bacalhau foi uma das razões de seu sucesso”.

Segundo o testemunho do jornalista , enquanto o Império passava, a plateia, das arquibancadas, acenava com lenços brancos para os seus componentes, e os “assistentes gritavam ‘já ganhou, já ganhou!’”. “Pela manifestação do público, seria a escola vencedora”, resumiu.

O campeonato acabou indo para o Salgueiro. O Império foi vice. Mas, com Os cinco bailes da História do Rio, mostrou que há certos sambas que são como títulos.

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Rio, 19/09/2011 – Segunda-Feira

Por: Carlos Gil

Carlos Gil faz parte da equipe de Colunistas do blog do Império Serrano

“O MEU IMPÉRIO É RAIZ, HERANÇA”

“O Império do Divino” foi nosso melhor desfile da década que passou.
E não apenas pelo samba enredo de antologia, pelo bom gosto e
desenvolvimento dado ao enredo pelo Paulo Menezes, pela sempre espetacular
bateria ou pelo conjunto de tudo isso.
Acredito que há algo de intangível no sucesso de um desfile de escola de
samba. Essa fórmula mágica depende, e muito, do fato de a escola comprar
a idéia, acreditar na história que será contada, identificar-se com ela.

Isso aconteceu naquele carnaval de 2006. O Império Serrano se apresentou
divinamente porque se viu ali na avenida. Os componentes sentiram que
estavam defendendo algo defensável. Entregaram-se à escola por inteiro.
O oposto também já ocorreu. E quando o enredo não tocou o coração da
escola, o corpo não se moveu.

A religiosidade e o orgulho de pertencer a um grupo, cantados naqueles
versos, me levaram a escolher esta apresentação para falar de uma
característica muito imperiana. O sentimento de fazer parte de uma
família. O Império é uma escola-família desde a sua fundação e muitos
dos seus ícones são parentes, por laços sanguíneos ou por afeição
mesmo – espécies de irmãos, primos, tios, avós de consideração.

É coisa de pai para filho, de mãe para filha, de irmão para irmã e por
aí vai. É coisa de Eulália e Molequinho, de Mano e Jorginho, de Roberto
e Alex, de Fuleiro e Ivone. Por isso mesmo achei um acerto, desde o
início, a escolha do nosso tema para o carnaval de 2012. É enredo para
tocar fundo no coração e agradar a família inteira.

Dona Ivone, tal qual matriarca da grande família verde e branca, é o
laço que nos une. Cantar Dona Ivone na avenida é saudar o amor a quem
plantou as sementes dessa enorme e frondosa árvore genealógica do samba.
É a raiz e, ao mesmo tempo, a herança. É mostrar que o futuro não
esquece do passado e que a administração profissional – uma necessidade
– não abre mão de laços familiares – uma tradição.
O Império só tem magia para sambar o ano inteiro porque nunca abandonou
– embora, às vezes, tenha negligenciado – a tal fórmula mágica. Uma
receita que renova a escola e, apesar do jejum de títulos, forma novos
imperianos. Como o pequeno imperador que tenho agora em casa. Que sorri a
cada vez que cantarolamos uma das obras-primas de nossa coleção para
niná-lo.
Segue abaixo a letra e o vídeo com o samba-enredo  “ O Império do Divino” G.R.E.S. Império Serrano 2006

O Império do Divino

Cantando em forma de oração
Serrinha pede paz, felicidade
Pra nossa gente que não pára de rezar
E como tem religiosidade

Senhor, olhai por nós
Até por quem perdeu a fé
Vem meu amor
Na festa pr’o Divino
Pagar promessa
De joelho ou de pé

Hoje tem maracatu, bate tambor
Cai na folia, é Festa de Reis
Chão colorido
Fogaréu, Semana Santa
Pode chegar
Que aqui tem festa todo mês

Tem romaria lá no Juazeiro
A procissão do Círio faz chorar
Mas o Brasil é tão alegre e festeiro
É um celeiro de cultura popular

A esperança vem do índio caiapó
É louvação com muito amor no coração
Do povo negro, veio todo axé
Lá do terreiro umbanda e candomblé
Um mar de flores para Iemanjá
Água de cheiro, águas de Oxalá

O meu Império é raiz, herança
E tem magia pra sambar o ano inteiro
Imperiano de fé não cansa
Confia na lança do Santo Guerreiro
E faz a festa porque Deus é brasileiro

 Youtube: O Império do Divino – G.R.E.S. Império Serrano – 2006

http://www.youtube.com/watch?v=MK_tyn8XUhY

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Rio, 12/09/2011 – Segunda-Feira

Por: Luis Antonio Simas

Colunista Oficial do Blog do Império Serrano Luiz Antonio Simas

“HERÓIS DA LIBERDADE”

A aula era sobre as ideias de liberdade no ocidente - sou professor de História. Uma aluna me pediu para citar  algum evento marcante em relação ao tema. Pensei rapidamente com os meus botões que poderia mencionar a Revolução Francesa, as independências das colônias ibéricas, as guerras de descolonização na África e na Ásia e o escambau.

Às favas com todas as opções acima. Resolvi chutar o balde da história oficial e responder com o acontecimento que, desde o dia em que o homem das cavernas firmou passo sobre a terra, é a mais cristalina manifestação humana em defesa da liberdade: a fundação do GRES Império Serrano.

Não custa resumir o babado:

Morro da Serrinha, década de1940. Aescola de samba que representava o morro era o Prazer da Serrinha, comandada pelo presidente Alfredo Costa. No carnaval de 1946, em um clima marcado pela euforia do final da Segunda Guerra Mundial meses antes, Seu Alfredo deu uma de Mussolini e se recusou a levar à Praça Onze o samba Conferência de São Francisco, composto por Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola e apoiado por toda a comunidade.

Na hora de começar o desfile, Seu Alfredo proibiu a execução do samba escolhido e ordenou que a escola cantasse um samba de terreiro – Alto da Colina, de Albano. Os componentes entraram contrariados na avenida, ninguém cantou o samba imposto e o desempenho da escola foi pífio – um 11o lugar.

O autoritarismo de Seu Alfredo gerou a rebelião de um grupo de sambistas, sob a liderança de Sebastião Molequinho. Os amotinados resolveram romper com o Prazer da Serrinha e fundar uma escola baseada na vontade da maioria, sem decisões verticais. Na reunião de fundação, na casa de Tia Eulália, o princípio da democracia no samba foi imediatamente aplicado. Molequinho sugeriu as cores azul e amarelo para a nova agremiação. A proposta de Molequinho foi derrotada pelo voto da maioria. O verde e o branco foram escolhidos, portanto, pelo desejo dos componentes e contra a proposta do líder.

Eis aí uma lição exemplar, daquelas que devem ser ensinada nas escolas, relembrada nos botequins e celebrada nos terreiros. Cabe a todo imperiano conhecer essa história e contá-la aos filhos que, por sua vez, contarão aos netos – como o legado do passado que conduz o presente e nos levará ao melhor futuro.

É essa a marca e a vocação do Império – a ousadia temperada pelo desejo de liberdade. Derrubamos as bastilhas do samba, fizemos de “Exaltação a Tiradentes” a nossa Marselhesa (melhor que a original), rejeitamos os monarcas absolutos e tiranos de plantão e construímos a mais bonita história que os Heróis da Liberdade – os nossos heróis - ousaram conceber.

Coisa maior não há!

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Rio, 05/09/2011 – Segunda-Feira

Por: Carlos Andreazza

Carlos Andreazza é um dos colunistas oficiais do blog do Império Serrano

“A Festa dos Sambas”

O Império Serrano é a escola dos sambas-enredo, e acho – faz tempo – que exploramos e mostramos mal nosso acervo, que abrimos pouco o frondoso livro de nossa história: de uma parte, sabida e orgulhosamente, porque imensa é a lista imperiana de obras deslumbrantes e pouca, a duração dos ensaios; de outra porque, compreensivelmente, detemo-nos aos clássicos conhecidos, aqueles quase obrigatórios, como os populares “Heróis da liberdade”, “Aquarela brasileira” etc.

(De resto, se o leitor me permite o desabafo, considero lamentável que percamos tempo – a expressão é esta mesmo, perda de tempo – entoando tantas coisas de outras escolas, algumas bem fracas, possuindo no entanto tamanho patrimônio musical; e isto também porque, ora, não vejo sequer esboço de reciprocidade nas co-irmãs).

Fato é que quase nunca sobra tempo para cantarmos sambas menos óbvios, e eu me ressinto disso, de ser surpreendido por uma obra tão saudosa quanto improvável, e decerto que não sozinho; daí por que pergunte-sugira: que tal, reabertos os ensaios, sei-lá, promovermos um sábado – bi ou trimestral, mas pode ser semestral ou mesmo anual, tudo bem!, a “Festa dos Sambas”; por que não? – dedicado àqueles sambas-enredo bons e não necessariamente antigos de que a escola quase se esqueceu?; aqueles que nos remetem ao primeiro desfile, a um carnaval nostálgico, a um beijo roubado, a um amor de verão, a um momento de glória afetiva, a um instante de felicidade, a uma farra com os amigos diletos, a um triunfo sob a mais forte chuva…

Seria oportunidade estupenda para valorizarmos nossa história, educarmos e informarmos nossa gente sobre nossa cultura, abrirmos espaço para os lindos sambas que virão [este que é o destino do Império Serrano, produzir sambas belos], movimentarmos a quadra [trazendo novos frequentadores, gente curiosa, amantes do samba em geral etc.] e ainda lembrarmos de pérolas como “Rio dos Vice-Reis” (1962), “Glória e graças da Bahia” (1966), “Pernambuco, Leão do Norte” (1968), “Império das Ilusões – Atlântida, Eldorado, Sonho e Aventura” (1980), “Jorge Amado – axé Brasil” (1989), “Império Serrano, um ato de amor” (1993), “Uma festa brasileira” (1994), “O tempo não para”(1995), “O Rio corre pro mar”(2001), entre outros tantos.

Que tal?

Trata-se, a já nomeada “Festa dos Sambas”,  de uma necessidade – e que tem, ademais, sua porção exorcista. (Bom-humor, estimado leitor)! O Império Serrano é a escola dos sambas-enredo e os produz bonitos mesmo quando para um enredo-desfile deprimente – e seria, pois, o caso de relembrarmos, passados já tantos anos e curadas as feridas dessas tombos, aqueles que dedicamos aos caminhoneiros [1991], ao Beto Carrero [1997] e à rua 46 de Nova York [1999], sambas bons, de que gosto bastante, e que não são minimamente responsáveis por nossos escorregões. Seria curioso ouvi-los novamente… Da mesma forma como valioso seria escutar algumas várias obras lindas, concebidas para enredos promissores, que no entanto desperdiçamos em desfiles equivocados. Nunca é demais refletir… Servirão também, pois, para nos lembrar, com orgulho, de que o Império é, sim, a escola dos sambas-enredo; mas que não pode ser – não é, nunca foi – apenas isso.

Deixo a sugestão, certo de que será considerada por nossa augusta diretoria.

Alô, Luciano! Alô, Jener! Alô, Baloeiro!

Nota de rodapé I: só não vale tocar – porquanto ainda sangre… – “Ser diferente é normal”, o pior samba da história do Império Serrano.

Nota de rodapé II: e você, estimado leitor, prezada leitora, que samba gostaria de ouvir na quadra de nosso Império?

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Rio, 29/08/2011 – Segunda-Feira

Por: Alex Tobias (Paulista)

Alex Tobias - Colunista oficial do blog do Império Serrano

“Império Serrano a identidade do povo brasileiro”

Cravada na “meiúca” de Madureira, localiza-se uma das mais importantes e emblemáticas escolas de samba do carnaval brasileiro, o G.R.E.S Império Serrano. Dona de 9 (nove) títulos na divisão maior do carnaval carioca, a “Vedete Principal” coleciona outros tantos títulos e inúmeras façanhas.

Bem, mas não usarei a minha estreia neste espaço nobre para falar “simplesmente” de títulos, que, são sim importantes para que se ajude a construir uma história, mas não são determinantes para que se crie a sua identidade, sua alma, a sua essência. E são nestas “palavrinhas” que vou me permear.

O Império tem uma identidade, uma essência muito forte desde sua fundação, que partiu dos estivadores (grande parte moradores da Serrinha) e de “descontentes” com a “ditadura” vivida pelo Prazer da Serrinha (primeiro momento de paralelo com o povo: luta pela democracia).

Essa identidade que começa na sua comunidade se estende pelas ruas e atinge inclusive grandes manifestações da cultura popular brasileira, pois quem nunca ouviu falar do glorioso e emocionante Jongo da Serrinha (isto é identidade pura, é raiz!) ou quem nunca escutou os maravilhosos sambas desta agremiação? e a bateria? que inovou (agogô, pratos, reco-reco) e até hoje é sua marca registrada.

Então quando se fala em identidade e essência é isso, o Império foi forjado na luta, na determinação, na resistência, assim como o povo brasileiro, que não esmorece e defende seus ideais, a identidade imperiana está aí para quem quiser ver e ouvir, o imperiano não se esconde, ele é império incondicionalmente (isto é essência), o imperiano luta assim como se luta no dia a dia e é nesse instante que os apaixonados pela “pioneira” se diferenciam dos outros, pois você é imperiano não por causa de título ou pela “pseuda-riqueza”, mas você é imperiano por tudo que a “vedete” representa política, social e culturalmente, ultrapassando até mesmo a sua real finalidade que é de ser “uma escola de samba”, o Império Serrano é um movimento social, que em muitos casos se transforma na voz do povo, como foi no épico desfile de 1996 e podemos elencar inúmeros sambas que se tornaram hinos de diversos momentos da história do nosso país.

Essa essência imperial não pode acabar, ela faz a diferença é ela que seduz o sambista, num momento onde tudo cai na “vala comum”, o Império é um “shangrilá”!

O Império deve se modernizar? sim, deve! mas sem se “martirizar” e se “violentar” sem esquecer de sua essência. Não podemos transformar o Império em uma INSTITUIÇÃO DE SAMBA, mas, deixá-lo que continue a ser uma grande e estruturada ESCOLA DE SAMBA.

Em toda sua história, a verde e branco da Serrinha fez e faz constantes “dobradinhas” com o povo, pois a “conquista” do Império é a conquista do povo e a identidade e essência do G.R.E.S Império Serrano se confunde com a do povo… da Serrinha, de Madureira, do Rio… do BRASIL!!!!

 Sobre Alex Tobias:

Nome: Alex Henrique Tobias (apelidos:  Paulista ou Mathias)

Idade: 31 anos

Alex se define Imperiano de Fé com as seguintes palavras:
“Simplesmente porquê o Império Serrano é a Resistência da Cultura Popular Brasileira, valorização do que é nosso, do que é forjado no solo do nosso Brasil. O Império Serrano é o resumo do povo… da luta… da quebra dos grilhões… Digo que o Império Serrano é mais que uma Escola de Samba.”

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Rio, 22/08/2011 – Segunda-Feira

Por: Eraldo Leite

O Jornalista Eraldo Leite colunista oficial do blog do Império Serrano

Por: Eraldo Leite

“Império Serrano sim, senhor”

Noites de sábado, lá ia eu com meu carro pra Madureira. Quase não precisava guiá-lo, a máquina ia no automático. E no som do “possante” sambas históricos do Império, um presente do amigo Jorge Celular. Começava com “Heróis da Liberdade”, para em seguida entrar aquela voz inconfundível de Dona Ivone Lara.

O verso inicial, apenas falado, antecedia a gravação de “Os Cinco Bailes da História do Rio”, obra prima que ela própria anunciava que tinha feito em parceria com Silas de Oliveira e Bacalhau. Em meia hora, do Maracanã a Madureira, ia eu embalado pela música divina dos maiores sambas de enredo de todos os tempos, até pisar o chão encantado da quadra da Escola, já totalmente inebriado pela emoção. Lá se vão quase 15 anos.

Mal podia imaginar, naquela época, que viria a celebrar a vida e a obra de Dona Ivone na plenitude. Durante esse tempo ouvi algumas vezes questionamentos do tipo “por que Dona Ivone é tão distante da vida do Império Serrano, se ela é a própria Escola?” Muitos divagaram sobre o tema, jamais consegui respostas convincentes. E seguia alimentando o sonho de vê-la homenageada e homenageando o Império de seu coração. Pois chegou a hora.

Mestre Átila assumiu o comando da Escola de Madureira dando logo um tiro na mosca: “o enredo será Dona Ivone Lara!”, bradou aos imperianos que, ato contínuo, saíram à luta para buscar meios de transformar a ideia em realidade.

Hoje já estamos escolhendo o melhor samba que possa representar o enredo, com a magnitude de Dona Ivone. Mesmo que não consigamos (tarefa árdua) um novo “cinco bailes”, certamente a melhor escola de compositores do mundo nos dará um hino à altura de nossa Rainha.

O Império Serrano tem essa magia, poder de reunir pessoas de todos os níveis e classes e transformá-las numa só família. Que canta, dança, se diverte e vive os momentos mais incríveis que só o samba pode dar.

Meu querido Império Serrano!

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Eraldo Leite é Jornalista e tem 54 anos,  se define Imperiano de Fé com as seguintes palavras: “ 

Sou imperiano de fé desde que conheci a Escola de Madureira, pisei a quadra e senti a vibração do que é fazer samba, tocar samba, SER SAMBA. O Império é mais que uma paixão, é um prolongamento da vida da gente, emoção que se renova a cada dia. Orgulhosamente, sou Império Serrano!”

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Rio, 15/08/2011 – Segunda-Feira

Marcelo Moutinho Colunista oficial do Blog do Império Serrano

Por: Marcelo Moutinho

Reverência ao passado, olhar no futuro

No dia 7 de fevereiro de 2009, o saudoso suplemento literário Ideias, do Jornal do Brasil, publicou resenha de minha lavra sobre o livro Nasci para sonhar e cantar – Dona Ivone Lara: a mulher no samba, de Mila Burns. Gerada a partir da dissertação de mestrado de Mila, a obra perfila a artista, destacando o pioneirismo como compositora em um universo historicamente dominado pelos homens. Ao fim de meu texto, após listar os tantos méritos e a riqueza da trajetória de Dona Ivone, eu afirmava que sua vida “até dá até enredo de carnaval”. E questionava: “O que o Império Serrano está esperando?”.

O que era expectativa – não só minha, mas de quase todos os imperianos – tornou-se fato. Mais que justa, a escolha do enredo de 2012 é emblemática: ao mesmo tempo em que presta reverência ao passado, saudando um dos ícones da própria escola, homenageia uma faceta que caracterizou o Império desde sua fundação, mas que não raro é esquecida. Fora, mas também dentro da agremiação.

Refiro-me à postura inovadora, às ações de vanguarda que, ao longo dos anos, fizeram nossa escola ser precursora no carnaval. Coube ao Império criar o primeiro destaque no desfile: Dona Olegária dos Anjos, em 1949. ASerrinha também introduziu os pratos na bateria – pelas mãos de Calixto, em 1955 – e a ala de passos marcados, com a célebre Sente o Drama, em 1963. Foi responsável, igualmente, pela formatação do samba-enredo, conduzida pelo maior compositor do gênero em todos os tempos: mestre Silas de Oliveira.

Essa perspectiva, de rompimento com o conservadorismo sem, no entanto, macular a tradição, é semelhante à de Dona Ivone em sua caminhada. Saindo de uma infância pobre e de um núcleo familiar iletrado, ela se formou assistente social e enfermeira, e trabalhou com a Dra. Nilse da Silveira na aplicação das terapias que revolucionaram, na década de 1970, o tratamento psiquiátrico. Foi a primeira mulher a assinar um samba-enredo – e não se trata de um samba qualquer, mas de Os cinco bailes da História do Rio, parceria com Silas de Oliveira e Bacalhau, que o Império levou à Avenida em 1965. Criou pérolas, como Sonho meu, Acreditar (ambas com Delcio Carvalho), Mas quem disse que eu te esqueço (com Hermínio Bello de Carvalho) e Enredo do meu samba (com Jorge Aragão), que integram sem favor o rol dos maiores clássicos do nosso cancioneiro. Além disso, é baluarte da agremiação, em cuja Ala das Baianas desfilou por muitos anos.

A adequação entre a escola e seu enredo é, portanto, perfeita. Ademais, oferece uma grande oportunidade: o reencontro com a vocação a que aludi alguns parágrafos acima. Sem deixar de extrair a força e a sabedoria de suas raízes, o Império precisa resgatar a postura corajosa com a qual escreveu algumas de suas mais belas páginas. Arriscar.

Isso não significa apostar nas pirotecnias tão em moda, mas em tentar fugir do script de já há alguns anos: chão forte, ótimo samba, bateria excepcional e, entretanto, carros “tímidos”, com recorte e desenho em geral parecido, fantasias em sua maioria pouco criativas, erros recorrentes na preparação de componentes cujo desempenho vale nota, como mestre-sala e porta-bandeira e comissão de frente. Não se trata de reparo ao trabalho a quem quer que seja, de crítica pessoal. E, sim, da constatação de que se mostra necessária uma revisão geral no olhar da escola para si mesma. Revisão que, a tirar pelos primeiros movimentos da administração do presidente Átila, felizmente parece estar em curso, com a acertada escolha do enredo e a contratação do carnavalesco Mauro Quintaes, entre outras iniciativas.

Imenso, o Império não deve insistir no auto-engano. Não pode se manter refém da imagem de escola “antiga”, confundindo reverência à tradição com cegueira quanto ao futuro. Tão importante quanto valorizar as suas velhas guardas, o legado das jóias que fizeram (e fazem) brilhar sua coroa dourada, como perpetra esse merecidíssimo tributo à Dona Ivone, é recuperar a dimensão que acabou solapada. O Império Serrano sempre foi, também, o arauto do novo. Que, em 2012, volte a ser fiel a isso.

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Com esse texto reverenciando o Império Serrano, o Jornalista e escritor Marcelo Moutinho estreia na Coluna “Crônicas da Corte” em grande estilo. Moutinho, como é chamado pelos íntimos, se diz imperiano com as seguintes palavras:  ”É imperiano de fé, de berço e de sangue, já que nasceu em Madureira e seu pai, cuja loja ficava a 50 metros da quadra da escola, sempre amou o Império Serrano”.

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Rio, 08/08/2011 – Segunda-Feira

Por: Fernanda França

Colaboração: Fabrício Cruz

Carlos Gil estreia na Coluna “Crônicas da Corte” com o texto “Eu quero”.

Carlos Gil faz parte da equipe de Colunistas do blog do Império Serrano

Segunda-feira é dia de Crônicas da Corte, e hoje o estreante é o Jornalista Carlos Gil, que se define imperiano com as seguintes palavras: Não me perguntes pra que samba eu vou. Não me perguntes porque. O Império é caminho de casa, que você segue sem ter dúvidas da direção, por instinto mesmo. Podem ser as cores, a coroa, os sambas de enredo antológicos, a história de lutas e democracia, a resistência, a insistência. Ser imperiano é sentir-se parte de uma família. E família a gente não escolhe. Às vezes discorda, às vezes briga, mas sempre pode contar com ela. E amá-la incondicionalmente.

Confira abaixo “Eu quero”.

Por: Carlos Gil

Eu quero

Em fevereiro de 1986 o Brasil recém se libertava de duas décadas de ditadura. E o refrão consagrado do carnaval – antes mesmo dos desfiles – era “me dá, me dá, me dá o que é meu/Foram vinte anos que alguém comeu”. O samba composto por Aluísio Machado, LuizCarlos do Cavaco e Jorge Nóbrega. O enredo “Eu Quero”, assinado por Renato Lage.

Renato propunha  uma mistura de fantasia e crítica social. De acordo com a sinopse, brilhantemente traduzida em letra, música, alegorias e fantasias, o povo brasileiro encontraria um Gênio, que realizaria desejos, como na história de Aladim. E o povo queria saúde, educação, habitação, o fim da fome e da violência, respeito à natureza, felicidade e amor. Ser coberto de beijos et coetera e tal. Queria, depois daqueles anos de chumbo, liberdade. Uma liberdade que o Império ousou cantar. Mais uma vez.

A escola que desafiou o regime, no auge da repressão, com Heróis da Liberdade, em 1969, reverberava o grito das ruas em meados dos anos oitenta. Eu Quero valeu o terceiro lugar na quarta-feira de Cinzas. O samba, lembrado até hoje, levantou a arquibancada. Se o intérprete  Quinzinho e a escola parassem de cantar, o público teria levado no gogó.

A letra, atualíssima, pode ser conferida abaixo. Trechos do desfile, arrebatador, também. Um Império com cara de Renato Lage. Leve, criativo, tons cítricos, ousado. Um Império com cara de Império. Guerreiro, destemido, levantando poeira, fazendo valer sua tradição democrática.

Uma apresentação para ficar guardada na memória e no coração de cada imperiano. Saudada nesta minha primeira Crônica da Corte. Uma lembrança, sim, aos 25 anos deste desfile que consolidou minha paixão por esta escola tão Especial. “Eu Quero” sempre fora um dos meus momentos favoritos do Império Serrano. Qual minha surpresa quando, no dia de meu casamento, entram pelo salão de festa ritmistas comandados por Mestre Átila.  Nas mãos dele, um Pavilhão Imperial. Secretamente, desejei-o. Quem sabe não me apareceria um Gênio da lâmpada…

Não foi preciso. Ao final da apresentação da Sinfônica, Átila me entregou o pavilhão. Era um presente do então presidente Humberto Soares Carneiro, a quem agradeço a gentileza. Tenho em casa, desde então, uma bandeira usada na avenida. Usando vocabulário mais apropriado, um pavilhão que evoluiu na passarela. Bordado meticulosamente. Nos contornos da Coroa, pedraria que dispensa a avaliação de qualquer especialista. São mais do que preciosas, têm valor imaterial. Relíquia do porte de um estandarte erguido em campo de batalha. E, por isso, cuidadosamente guardado. Na falta de um museu particular, o aconchego de uma gaveta dedicada a um acervo imperial. Ali, cercado de verde e branco, o pavilhão repousa. Nele está escrito “G.R.E.S. IMPÉRIO SERRANO”. E, logo abaixo, “1986”. O que justifica esta não tão rápida, porém sentimental explicação.

Confira abaixo a letra e o vídeo  do samba-enredo “Eu quero”

Youtubehttp://www.youtube.com/watch?v=WV-q9rJkbKc

Letra “Eu Quero”

(Aluízio Machado, Luiz Carlos do Cavaco e Jorge Nóbrega)

Eu quero, a bem da verdade
A felicidade em sua extensão
Encontrar o gênio em sua fonte
E atravessar a ponte
Dessa doce ilusão

(Quero, quero, quero sim)

Quero que meu amanhã, meu amanhã
Seja um hoje bem melhor, bem melhor
Uma juventude sã
Com ar puro ao redor (bis)

Quero nosso povo bem nutrido
O país desenvolvido
Quero paz e moradia
Chega de ganhar tão pouco
Chega de sufoco e de covardia

Me dá, me dá
Me dá o que é meu
Foram vinte anos
Que alguém comeu (bis)

Quero me formar bem informado
E meu filho bem letrado
Ser um grande bacharel (bacharel)
Se por acaso alguma dor
Que o doutor seja doutor
E não passe de bedel

Cessou a tempestade
É tempo de bonança
Dona liberdade
Chegou junto com a esperança (vem, meu bem)

Vem meu bem, vem meu bem
Sentir o meu astral, que legal
Hoje estou cheio de desejo
Quero te cobrir de beijos
Etecetera e tal (bis)

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Rio, 01/08/2011 – Segunda-Feira

Por: Fernanda França

Colaboração: Fabrício Cruz

Luiz Antonio Simas é o segundo a estrear na Coluna “Crônicas da Corte”

O Professor Luiz Antonio Simas é o segundo a estrear na Coluna “Crônicas da Corte”, e conta que é imperiano com as seguintes palavras: “ A razão pela qual sou imperiano de fé? Não existe. Sou daqueles que enxergam a fé como mistério – coisa que não se explica racionalmente, move montanhas, gera prodígios e subverte mundos. Saulo de Tarso virou São Paulo quando viveu a epifania de ver a luz na estrada de Damasco. Provavelmente virei Império Serrano nos primeiros dias de vida, no início de 1968, quando Silas de Oliveira fez para a Serrinha Pernambuco, Leão do Norte e eu em algum momento escutei. Reza a lenda que cantei o lalalaialaiá desse samba antes mesmo de fazer o tradicional gugu-dadá infantil e de reconhecer meus familiares mais próximos.

Confira abaixo um super texto que vai fazer qualquer imperiano se arrepiar.

Colunista Oficial do Blog do Império Serrano - Luiz Antonio Simas

Por: Luiz Antonio Simas

UM SONHO IMPERIAL

Em certa ocasião tive um sonho que, de certa maneira, explica minha relação com o Império Serrano e é por ele que me parece conveniente começar esse texto. O negócio foi o seguinte:  sonhei que eu era padrinho de um batizado na Igreja de São Jorge, no coração do bairro de  Quintino. Registro, a bem da verdade, que não faço a mais vaga ideia de quem era a criança que estava sendo batizada.  Lembro apenas que no final da cerimônia, na hora em que o sacerdote iniciava a reza do Pai Nosso,  os fiéis trocavam o nome do Altíssimo pelo de Silas de Oliveira e desandavam a orar: Silas de Oliveira que estás no céu, santificado seja o vosso nome… No final do furdunço, coroando a celebração, o coro entoava Os cinco bailes da História do Rio, o próprio São Jorge ganhava vida e assumia o comando das hostes imperiais e a igreja de Quintino virava a quadra da Edgard Romero.

Acho que essa aproximação onírica entre Silas e o Criador tem lá uma razão de ser. A tradição diz que Deus criou o mundo em seis dias. Silas, de certa forma, refez a criação em seis anos. Só isso, o sopro da divindade manifestado no Espírito do Homem, é capaz de explicar os golaços que o Viga Mestre, Pelé dos sambas-enredo, marcou entre 1964 e 1969. Recordemos: Aquarela Brasileira (1964);  Os cinco bailes da História do Rio (1965, com Bacalhau e a pioneira Dona Ivonne Lara, nossa homenageada no carnaval de 2012); Glória e graças da Bahia (1966); São Paulo, chapadão de glórias (1967, com Joacir Santana) ; Pernambuco, Leão do Norte (1968) e o seminal Heróis da Liberdade (1969, com Mano Décio e Manoel Ferreira).

Só essa série de sambas já seria suficiente para consolidar Silas como gênio criador e colocar o Império Serrano como  patrimônio cultural da humanidade, um espaço civilizatório que proporcionou o surgimento de obras que vencem as limitações do tempo e se perpetuam para todo sempre, feito a Nona Sinfônia de Beethoven, a Mona Lisa, as máscaras de bronze de Ilê Ifé, a cerâmica marajoara, o teatro grego…

Me permitam aqui uma pausa para um parágrafo confessional, daqueles que fariam o deleite de um psicanalista de plantão.  Dentre os sambas que citei acima, o que mais me marcou é talvez o menos conhecido – Pernambuco, Leão do Norte. Conheci a obra quando ainda era um menino saído das fraldas e de mamadeira em punho,  através da gravação do imenso imperiano Roberto Ribeiro. O fato é que passei boa parte da minha infância achando que o Império Serrano tinha homenageado o meu avô, pernambucano do Recife. O meu velho era um nordestino arretado, daqueles que pareciam oriundos do cangaço, misturando uma doçura imensa com rompantes furiosos dignos de um veterano de Guararapes. Toda vez que eu ouvia a passagem “em defesa ao Leão do Norte / arriscaram suas vidas / preferiram a morte…” imaginava de pronto que o leão era o meu avô, encarnação para mim de um Pernambuco mitológico recriado no samba imperiano.

Feita a confissão, voltemos ao mote. Usei o exemplo das obras maiores de Silas de Oliveira (e outras grandes criações imperianas poderiam ser citadas com o mesmo objetivo) para destacar o que me parece fundamental nessa história toda. É necessário que todo imperiano tenha ciência plena do que a agremiação da Serrinha representa para a cultura brasileira, para o carnaval carioca, para a história da civilização e o escambau. É urgente que a noção da grandeza do Império Serrano impulsione cada componente da escola para a construção de um presente que reafirme as glórias do passado e projete as conquistas do futuro.

Quanto a minha relação particular com o Império Serrano, essa se confunde de tal forma com o que sou que é só mesmo através dos sonhos, feito o que relatei no início desse arrazoado, que ela pode ser mensurada. Sou, diante da coroa imperial, um beato em romaria ao Juazeiro do padre Cícero, um baiano batendo cabeça para o assentamento do Orixá, um índio Tupi celebrando Tupã. Sou ainda, e, sobretudo, um menino de calças curtas cantarolando Pernambuco, Leão do Norte,  mirando a lua e acreditando firmemente que São Jorge sempre vence o dragão em cada noite de luar.

Ele, Jorge guerreiro, Ogum do Brasil, crava diariamente, diante dos meus olhos, no peito da fera derrotada, a lança verde e branca abençoada pelas almas dos jongueiros da Serrinha.

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Rio, 25/07/2011 – Segunda-Feira

Por: Fernanda França

Colaboração: Fabrício Cruz

ESTREIA DA COLUNA “CRÔNICAS DA CORTE”

A coluna “Crônicas da Corte” foi desenvolvida no intuito de amarrar ainda mais a nova era do G.R.E.S. Império Serrano, presidida por Átila Gomes, cujo o lema é “Tocou Reunir”. A coluna vai “tocar e reunir” histórias e experiências vividas por torcedores e admiradores da verde-e-branco de Madureira.

Os jornalistas Carlos Andreazza, Carlos Gil, Marcelo Moutinho e o professor Luiz Antonio Simas serão os colunistas da coluna “Crônicas da Corte”, já que foram convidados com apenas um requisito básico: ser um imperiano apaixonado.

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A estreia da Coluna “Crônicas da Corte” fica por conta do Jornalista e Editor de 31 anos, Carlos Andreazza, que é imperiano de fé porque é filho do verde-esperança.

Por: Carlos Andreazza

                 Um momento histórico

Conhecidas e pesadas todas as consequências de ser politicamente incorreto no Brasil das minorias profissionais, do ONGuismo, do cotismo e do coitadismo, sou muito mais o Império Serrano que “é patente” e cuja grandeza “só demente não vê” do que aquele para o qual “ser diferente é normal”; e escrevo isso, assim, de partida, menos para apresentar o modo altivo como compreendo a escola, e que será meu norte nesta coluna, do que para realçar uma postura – corajosa, valente, autorreferente, inventiva, ousada, marrenta mesmo – que me parece ser essencial e historicamente imperiana, embora talvez um tanto negligenciada nas últimas décadas, e fundamental [decisiva] para os desafios do porvir.

Tudo será mais fácil sempre que a agremiação olhar para si com orgulho e confiança, como agora. E é por isso que este enredo dedicado a Dona Ivone Lara me comove e mobiliza; não apenas porque seja lindo, porque lindo seria em qualquer escola [ou em quase qualquer uma...], mas porque orgânico, porque poderoso, porque carregado de símbolos e sinais, de possibilidades e alternativas, todas ao mesmo tempo afetivas e objetivas.

Poucas escolas de samba têm meios de recorrer à tradição, ao passado, ao próprio percurso, a seu povo, sua gente, quantas e quantas vezes quiser, sem precisar se explicar, sem parecer excessivo,  para fazer carnaval. O Império Serrano tem; o Império Serrano pode – e isto é riqueza, senhoras e senhores, patrimônio.

O entendimento e a exploração desta condição privilegiada – tanto mais num momento de justo otimismo, graças à auspiciosa chegada de Átila à presidência – podem representar o divisor de águas para que afinal naveguemos mares tranquilos. Os ventos são favoráveis… O melhor futuro passa selado – a gosto, dócil, domesticado – pela Edgard Romero, e ao Império Serrano cumpre montar e seguir em frente. É oportunidade fabulosa, rara; mas – atenção – já tivemos outras, algumas, e não as soubemos aproveitar. O momento é histórico, senhoras e senhores, e não temos o direito de desperdiçá-lo, porque conjunção tamanhamente favorável pode demorar a se repetir. Sim, uma baita responsabilidade – mas que devemos encarar com bravura e orgulho, porque tal só cabe a quem pode.

Tudo será mais fácil – repito – sempre que a agremiação olhar para si com orgulho e confiança, como agora. Sozinha, porém, elevada autoestima não será suficiente, e ao Império urge superar – com planejamento, profissionalismo, apuro técnico e, pois, resultados – o estigma francamente aborrecido de mera escola de raiz etc. Isso, gesso puro, armadilha romântica, já deu, já cansou; e só é bom para os outros, para os entendidos do Momo – para o pessoal do “mundo do samba”, que adora e reverencia a história e os valores da agremiação da Serrinha, mas que, curiosamente, torce para escolas modernas, pragmáticas, profissionais, que estão sempre ganhando carnavais…

Nossos desafios são tão grandes quanto grandes são nossos recursos. E não é que eu pense alto etc. Nada disso. Somos – estamos – num arranha-céu; um arranha-céu chamado Império Serrano, matriz, honra e glória da cultura do Brasil. Temos estatura. Nosso caminho é feito de revoluções e de monumentais triunfos. Nosso lugar é lá na frente, na ponta, e é de lá – daqui, da dianteira – que observo e ora escrevo, bem à vontade, confortável, sem favor ou exagero. Não estou, portanto, entre aqueles que consideram o acesso ao Grupo Especial um grande problema, uma séria dificuldade etc. Não é esta, pequena e circunstancial, a nossa real barreira. O Império subirá – e subiria, cedo ou tarde, ainda que pessimamente administrado.

As questões a serem vencidas pelo Império Serrano são de ordem estrutural-institucional, eu diria moral, cultural mesmo, e impõem, incontornavelmente, uma mudança de mentalidade que, em curto prazo, já corta privilégios, acomodações, jeitinhos, compadrios e improvisos, e que, adiante, extinguirá[terá de extinguir, se quiser durar, se quiser ter efeito] o hábito encruado segundo o qual a escola existe para servire sustentar sua corte.

Ser plenamente Império Serrano não é desafio para o Império Serrano, mas obrigação; destino. Ser plenamente Império Serrano é, pois, voltar a ser competitivo não em um ou outro carnaval, por acaso, mas em todos; é estar, sempre, entre as campeãs, entre as cotadas. Este é o objetivo perseguido; este deve ser, como se diz, o foco.

O enredo sobre Dona Ivone Lara e as contratações “de peso”para posições estratégicas me animam também por isso; porque mui simbólicos do projeto político-administrativo ora em curso na escola, que reconhece, com inteligência, celeridade e senso de oportunidade, que a grande contenda [e também a maior chance] do Império consiste em se valer da enorme bagagem cultura que possui – este invulgar saber sambístico, aliado à sólida tradição democrática – para estreitar rapidamente o fosso que hoje o separa da estabilidade, do equilíbrio, da perenidade.

O exercício pleno e arrojado da democracia imperiana terá aplicação prática, aliás, já no concurso de sambas-enredo para o carnaval de 2012 – e é um bom exemplo [apenas um] do que se pode fazer casando inteligência, tecnologia e criatividade aos princípios, aos valores, aos compromissos ancestrais: de modo a igualar os meios para a disputa e assegurar que todos os concorrentes tenham recursos técnicos de qualidade para as gravações, o Império Serrano destina a seus compositores um estúdio, e ainda oferece os cantores da casa aos que não dispuserem de recursos para contratar puxadores.

Simples e promissor – é assim que se valoriza um segmento, a ala de compositores, que de resto sempre fez muito, lindos sambas!, ainda que com muito pouco em troca.

Afinal com uma equipe competente, experiente e talentosa em postos-chave para um desfile consistente, o Império Serrano precisa agora apostar no time e deixá-lo trabalhar para além de um só carnaval. Sinto falta disso: de que o Império dê tempo às pessoas, acredite realmente nelas, e aqui quero citar o melhor desfile da agremiação em muitos anos, o de 2006, deslumbrante, mas cuja equipe foi desmontada logo em seguida. Deu no que deu: o justo rebaixamento de 2007 – carnaval cuja concepção resultou num equívoco de que nem mesmo o samba-enredo, abaixo da crítica, escapou. A lição é clara: não haverá sucesso prolongado sem continuidade. Percebe-se, sem esforço,que as agremiações vitoriosas confiam no planejamento e – quase por regra – insistem longamente num mesmo plantel, que, com o tempo, torna-se a face profissional da escola, tão importante hoje quanto a sambística, uma vez que confere à instituição a chancela empresarial do dinamismo e da modernidade.

Pode não ser como eu gostaria; mas é como é. Paciência. Está-se no jogo para jogá-lo. Ademais, adequar-se às exigências do carnaval do século XXI não significa trair obrigatoriamente os valores imperianos; em certo sentido, bem ao contrario,tende a evidenciá-los, potencializá-los.

Escrevo isso empolgado-inspirado [e cheio de esperanças] no trabalho da nova gestão; que é sério, como se nota nas várias conquistas havidas em tão pouco tempo, e se desenvolve com base na premissa de que a agremiação precisa estabelecer, para já, uma estrutura racional, ágil e enxuta que lhe permita subir e sobretudo – isto, sim – permanecer, assim como se deu recentemente com a União da Ilha, um bom modelo, porque não há outra maneira de se tornar competitivo que não estando e ficando na Cidade do Samba.

O carnaval é perverso – implacável – com quem passa muito tempo nos grupos de acesso, que tendem a minguar-acanhar as agremiações.

Esta é a realidade – e não há outro caminho: o Império Serrano precisa ascender logo, ocupar um barracão na Cidade do Samba e cravar-se, fincar-se nele, inscrever-se nele, preenchendo, utilizando e esmiuçando-lhe todos os cantos e recursos, de modo que tirá-lo de lá seja tão fácil quanto, digamos, remover o Cristo do alto do Corcovado.

Aprecio o caráter jovem, pra-frente e intelectualmente preparado da moçada que compõe a gestão do presidente Átila – rapaziada independente, que conheço bem, em que confio, e que, entre várias qualidades, não precisa de escola de samba para sobreviver. Por fim, para uma instituição cultural com 64 anos de existência, estandarte maior e mais alto de vitalidade não pode haver que uma juventude ativa.

Avante!

75 respostas para Coluna Crônicas da Corte

  1. Bom dia familia Imperiana !!! amo esta escola desde que nasci !!! graças a minha avó, carioca e fã incondicional de Roberto Ribeiro !!! Estarei sempre aqui participando e acompanhando as noticias !!
    Abraço a todos
    Ale Machado

  2. Belas palavras, lindo texto !!! Parabens Carlos !!!

  3. Priscila

    Parabéns Carlos, que texto maravilhoso!
    Gosto muito dos seus textos, sempre emocionantes!!!

  4. Carlos Andreazza

    Obrigado, Priscila e Alexandre. Tenho de fazer – tentar fazer – bonito porque a rapaziada que vem aí nas próximas semanas é da pesada e eu não posso ficar muito pra trás.

  5. Tuninho Cabral

    Parabéns, CA! Começou muito bem. Muitas emoções virão, tenho certeza. Vamos divulgar geral. “Boa Sorte” aos Imperianos de Fé Carlos Andreazza, Carlos Gil, Marcelo Moutinho e Luiz Antonio Simas, colunistas da coluna “Crônicas da Corte”. Saudações Imperianas.

  6. zeluizimperioserrano

    ,Valeu Carlos.
    Sabemos que vc é realmente Imperiano de fé e eu particularmente te admiro,mas nunca se esqueça que do velho nasce o novo,se há um Império novo é porque de qualquer modo alguém lá trás lutou e deu sua contribuição que de maneira nenhuma deve-se olhar com desprezo.
    Felicidades.

  7. Carlos Alberto Machado

    Parabéns Carlos.O desafio é se tornar competitiva, sem trair os fundamentos libertários que nortearam nossa escola , desde sua fundação.Urge manter as tradições do carnaval e do Império,sem se transformar numa escola como a Quilombo do saudoso Candeia,sem competir…
    Fundamental é vencer interesses individuais dentro da escola,que reagem quando são retirados privilégios.Quem quer disputar e vencer, não pode aceitar zona de conforto.Afinal ,o Império ,como diz a música de Dona Ivone pode e deve repetir:nasci para sonhar e cantar…
    Rumo a vitória!

  8. Carlos Andreazza

    Valeu, Tuninho. Muito obrigado pelo prestígio de sempre. Saudações imperianas!

    ********

    Zé Luiz, obrigado pela leitura e pela atenção. Para mim, não existe Império Serrano antigo e/ou novo. Existe o Império Serrano, orgânico, consistente, com 64 lindos anos de vida. Devemos ser gratos aos nossos fundadores e conhecederores de nossas tradições e valores; mas devemos também honrá-los e valorizá-los trabalhando por que nossa escola volte a ser competitiva.

    Um abraço!

  9. Angélica Diniz

    Meu Querido Amigo Andreazza,
    Parabéns, adorei o seu texto, belas palavras, o Império Serrano estava precisando de pessoas ativas, que arregaça-se as mangas e fosse a luta e vc faz parte dessa nossa luta.
    Meus Parabéns a Fernanda uma menina muita querida por todos nós, que está conduzindo o nosso Blog com muita perfeição e dedicação.

  10. CARLOS

    Muito bom o blog!!!…sou IMPERIANO,amo o GRES IMPÉRIO SERRANO,continuo torcendo muito para a escola voltar ao grupo especial.Saio na escola á alguns anos,mas por alguns desagrados não participei dos desfiles destes 2 últimos anos…mas torcí muito pela escola e me emocionei como sempre assistindo ao seu desfile…Continuo esperando que o IMPÉRIO volte ao grupo especial bem forte ,com união ,força e brigando para ficar entre as campeãs,com estrutura em todos os quesitos para tirar boas notas e brilhar como uma grande escola que é.

  11. Carlos Andreazza

    Meu amigo Carlos Alberto Machado, sua leitura – seu pensamento, sua opinião – é sempre fundamental para mim. Forte abraço imperiano!

    ********
    Querida Angélica, tento aqui dar minha contribuição a um movimento que vi nascer e do qual, ainda que modestamente, me orgulho de integrar.

  12. Carlos Andreazza

    Carlos Alberto, meu querido amigo, referência moral imperiana, sua palavra sempre é fundamental para mim.

    ********

    Querida Angélica, tento aqui dar minha contribuição a um movimento que vi nascer e ao qual, ainda que modestamente, muito me orgulha pertencer. Você é peça-chave nisto que ora construímos. Parabéns a todos nós!

  13. Alex Paulista

    Grande Carlos Andreazza… Parabéns!!!
    Não tem o que falar… sou de Sampa acompanho e amo muito meu querido IMPÉRIO SERRANO… inclusive estou constantemente na nossa querida quadra… texto maravilhoso… Avante Imperianos!

  14. Carlos Andreazza

    Alex, bem-vindo ao time. Espero ter preparado bem o campo pra rapaziada – você, inclusive – que escreverá aqui nas próximas semanas.

    Um abraço!

  15. Paulinho Valença

    Parabéns Andreazza! E boa sorte pra esse jovem timaço da nossa coroa.
    Saudações Imperianas!

  16. Carlos Andreazza

    Saudações, Paulinho! Bom saber que a fina-flor de nossa ala de compositores dá atenção aos meus palpites. Obrigado. Um abraço!

  17. Carlos Andreazza

    Que texto, Simas! Que texto!

  18. Jefferson Tonasso

    As segundas-feiras estão mais abençoadas com estas crônicas. Excelentes textos Andreazza e Simas. Parabéns, já estou aguardando os próximos.

  19. Olga

    Que texto, Simas! Que texto! (2)

    Que imagem maravilhosa a última estrofe!

  20. Heloisa

    Sou Imperiana graças a minha mãe , que gostava tanto que me incentivou a desfilar em 1970 , no enredo de Fernando Pinto(falecido) ”Alô,Alô Taí Carmen Miranda”. Em 2012 , sinto que o Imp’erio Serrano , vai dar seu recado satisfatoriamente… Algo me inspira isso…Deus queira que eu esteja certa !!!
    Pra frente …Imp’erio Serrano !!!

  21. Heloisa

    Sou Imperiana graças a minha mãe , que gostava tanto que me incentivou a desfilar em 1970 , no enredo de Fernando Pinto(falecido) ”Alô,Alô Taí Carmen Miranda”. Em 2012 , sinto que o Imp’erio Serrano , vai dar seu recado satisfatoriamente… Algo me inspira isso…!!!
    Pra frente …Imp’erio Serrano !!!

  22. Heloisa

    Devo reiterar que o enredo Carmen Miranda , foi em 1972…

  23. Heloisa

    Devo reiterar que o enredo Carmen Miranda , foi em 1972…Al’as Carmen nos deu sorte 2 vezes !!!

  24. Heloisa

    Devo reiterar que o enredo Carmen Miranda , foi em 1972…Al’as Carmen nos deu sorte 2 vezes !!! Felicidades pra todos …

  25. Rochelli

    Dá arrepio de ver o amor dos imperianos à Coroa. Não é de se estranhar tamanha dedicação após conhecer a história da escola e as riquezas que proporcionou e ainda proporciona ao carnaval. Riquezas estas que a mantém viva em todos os corações e que dá esperança a todos que a seguem.
    É lindo entrar na quadra da escola e ver vocês, imperianos, entregues a esse amor, dá pra sentir em meu coração o calor do de vocês.
    Acredito que o Império Serrano está iniciando uma nova fase, mantendo tradições e enfatizando a hitória que tem, o Império merece e muito essa renovação e em pouco tempo os resultados positivos virão para dar a Escola a posição e o brilho que merece.
    Parabéns, Andreazza e Simas, pelos textos inspiradores.
    Parabéns pelo Blog!

  26. Rochelli

    Dá arrepio de ver o amor dos imperianos à Coroa. Não é de se estranhar tamanha dedicação após conhecer a história da escola e as riquezas que proporcionou e ainda proporciona ao carnaval. Riquezas estas que a mantém viva em todos os corações e que dá esperança a todos que a seguem.
    É lindo entrar na quadra da escola e ver vocês, imperianos, entregues a esse amor, dá pra sentir em meu coração o calor do de vocês.
    Acredito que o Império Serrano está iniciando uma nova fase, mantendo tradições e enfatizando a história que tem. O Império merece e muito essa renovação e em pouco tempo os resultados positivos virão para dar a Escola a posição e o brilho que merece, brilho este que nunca se apagou em nossos corações e memória.
    Parabéns, Andreazza e Simas, pelos textos inspiradores.
    Parabéns pela coluna e pelo Blog!

  27. Carlos Andreazza

    Rochelli, muito obrigado pelas palavras, e decerto que agradeço também pelo Simas.

    Volte sempre!

    Saudações imperianas!

  28. Carlos Andreazza

    Carlos Gil, xará!, sensacional estreia, meu caro!

    E de resto, EU QUERO uma bandeira de 1986 também!

    Hahahah!

    Abraço!

  29. Angélica Diniz

    Querido Gil,
    É uma honra pra nós Imperianos ter você fazendo parte desta história, parabéns pelo texto, é espetacular o seu amor e dedicação pela nossa escola de samba, desejo que o Vicente e o Bernardo cresçam logo, pra que juntos possam ser grandes amigos e dêem continuidade aquilo que tanto desejamos, que é a Vitória do nosso Glorioso Império Serrano.

    Mil beijos pra você, o Vicente e a Anna

    Estamos com saudades de vcs.

  30. Carlos Gil

    Que bom ter esse espaço virtual para dividir essa paixão real com todos. E xará, se você soubesse o ciúme que tenho dessa bandeira! Angélica, na próxima coluna fotos do Vicente em traje de gala (presentinho de vocês).
    cgil

  31. Alex Paulista

    Simas e o GRANDE Carlos Gil…
    Textos maravilhosos… só me enchem de inspiração e de motivação… é um orgulho saber que o IMPÉRIO SERRANO arrebanha pessoas fantásticas…é de emocionar!!!!

    “Serriinhaaa… serra…serra, serrano todo ano…serrinhaaa, coração do IMPÉRIO SERRANO…”

    ps. a foto do pavilhão de 86…é fora de série!!!

  32. Carlos Andreazza

    Arrebentou, Marcelo! Disse, com a competência de sempre, tudo que precisa ser dito e lembrado – sempre!

  33. Angélica Diniz

    Querido Moutinho,
    Belo Texto, parabéns.
    Adorei vê-lo em nossa disputa de samba enredo, agora vc não terá mais desculpas pra não nos assistir de perto, rs.
    É só atravessar a rua, que estará sempre em nossa casa emprestada (Arrastão de Cascadura).

    Bjs meu querido.

    Angélica Diniz

  34. Paulinho Valença

    Moutinho, sempre brilhante. Abração!

  35. CARLOS ALBERTO MACHADO

    Diagnóstico preciso,texto conciso e amigo com muito siso,receitas para um Império feliz.
    Parabéns Marcelo e vamos para vitória, que não se resume em voltar ao especial.

  36. l.a. simas

    Grande texto, Moutinho! Aproveito para mandar as saudações imperianas a todos que gentilmente comentaram o texto que escrevi.

  37. angellcris@click21.com.br

    Fiquei emocionada com tudo que li. Você está de parabéns!E com esse seu trabalho, o meu amor pelo meu, pelo nosso Império Serrano ficou mais forte. Obrigado por seu carinho com nossa escola querida!!!!

  38. Chicão

    Falar o que destes quatro colunistas?Só agradecer e se sentir forte por ter esses quatro imperianos do nosso lado.

    Saudações Imperianas.

    Chicão do Ceará

  39. Obrigado a todos pelos gentis elogios. E vamos que vamos!

  40. Alex Paulista

    Estrondoso e maravilhoso texto… a cada dia tenho mais certeza que o Império Serrano nos escolheu… pq pessoas desta altivez não são “achadas” por acaso!!!
    Parabéns Moutinho… Avante Imperianos!!!!!!

  41. Carlos Andreazza

    Eraldão quebra tudo!

  42. Carlos Alberto Machado

    Eraldo

    Que nossa escola querida retome o rumo das vitórias ,sem perder a simplicidade,respeito às tradições.O Império tem uma força cultural e de torcedores apaixonados ,como você, que ultrapassa as fronteiras de Madureira e adjacências.Parabéns pela estréia e avante Império Serrano.

  43. Chicão

    Mais uma fera para o time de colunistas.Valeu Eraldo!

    Chicão do Ceará

  44. Alex Paulista

    Grande Eraldo Leite… se já era seu fã te ouvindo pelas ondas do rádio… imagine agora sabendo que vc é imperiano de fé….eheheheh a admiração e respeito só aumentaram!!!! parabéns!!!! Espero que as “bençãos” de todos estes colunistas fantásticos… possam me iluminar para escrever 000000000000, 1% do que essa rapaziada mostrou!!! parabéns a vcs e ao IMPÉRIO SERRANO!!!!

  45. Angélica Diniz

    Grande Amigo Eraldo,
    Quanto tempo né, não sei se já havia te agradecido pelo apoio em nossa concorrida eleição, vc foi uma das pessoas que confiou nessa juventude louca e apaixonada pelo Império Serrano, obrigada por tudo, agradeço de coração a Você e a Sueli que já ralou bastante com a gente, limpando, colando adereços e etc dentro daquele barracão.
    Vcs são excepcional.

    Bjs com saudades de vcs.

    Angélica Diniz

  46. Chicão

    Tive o prazer de conhecer o PAULISTA esse ano.Inclusive na mesma ala desfilamos.Bom saber que temos você aí em SAMPA falando do Império Serrano e defendendo as cores imperiais.

    Parabéns pelo texto e das verdades contidas nele.

    Grande abraço e saudações imperianas.

  47. Angélica Diniz

    Amigo Paulista, quase Carioca, rs.
    O bom seria se vc morasse aqui perto da nossa Querida Escola, mas fico feliz em ter vc aí em Sampa, elevando o nome do nosso Glorioso Império Serrano, vc e sua noiva são pessoas queridas por nós, e me enche de orgulho em saber que o Império Serrano tem fãs pelo mundo inteiro.
    Belo texto, parabéns.

    Bjs meu amigo e quando casar terá que morar aqui, rs.
    Rumo ao carnaval 2012 contamos com vc.

  48. Angélica Diniz

    Chicão meu amigo do Ceara, rs.
    Conforme falei do Paulista, temos tbm o nosso amigo Chicão, Imperiano roxo, que mora no Ceará e, não perde um desfile do nosso Império Serrano, temos tbm o Maninho de Porto Alegre e por aí vai essa legião de fás do Império Serrano.

    Obrigado meu amigos adoro vcs.

  49. Alex Paulista

    Bem o que falar… eu to extremamente emocionado pelas manifestações aqui no blog e no facebook…( eu não tenho face…mas jornalista sabe tudo..hehehe)… esse texto foi escrito pensando em cada um dos imperianos espalhados pelo brasil e pelo mundo… obrigado a todos vcs… muito obrigado… quero dar um abraço em cada um… valeu mesmo… nessas horas me faltam palavras!!! bjo no coração de todos…

    Julia, brigado por estar ao meu lado em todos os momentos… te amo mto!!!!!!!!!!!!!

    • Julia

      Kria agradecer de coração a todos os amigos imperianos que me receberam de braços abertos e sorrisos no rostos desde o dia 28/02/2010 qdo pisei nesse chão sagrado que é a quadra do Império. Não tenho palavras para descrever o quanto me sinto bem e feliz junto a vcs,imperianos de coração e de fé. Tenho que confessar que o Império ta mexendo tanto comigo, que já estou me considerando uma imperianinha de fé!( um beijo grande pra vc Angélica). Em relações as crônicas elas estão maravilhosas e emocionantes!Dá vontade de não parar de ler, sem contar a expectativa que fico para chegar logo a próxima data da nova crônica.
      Alex Paulista meu noivo amado,kria te agradecer pois foi graças a vc que decobri esse mundo belo,de luta e de amor que é o Império Serrano.Parabéns pelo seu texto!Te amo mto e estarei sempre ao seu lado para tudo! E com certeza teremos mtas e mtas ALEGRIAS com o NOSSO IMPÉRIO!

  50. Chicão

    Beleza Angélica!!

    Tudo começou com o Grupo Imperion@utas.E hoje, muitos membros do Grupo, estão merecidamente a frente deste Império, que alem de lutador é uma Escola que tem o norte e mostra a que veio.

    Lembranças ao meu Vice presidente e ao GRANDE Bernardinho.Gente muito fina.

    Beijos minha amiga.

  51. Angélica Diniz

    Oi Julia eu fico muito feliz em saber que vc já se sente Imperiana de Fé, tbm não poderia ser diferente com um noivo apaixonado pelo Império, rs.
    Vc precisa marcar mais presença em nossos ensaios, está sumida.
    Contamos com vc, pra estar nos ajudando neste tão esperado desfile.

    Bjs pra vcs.

  52. Angélica Diniz

    Meu amigo Chicão,
    De fato tudo começou através dos Imperionautas, um grupo de fãs de todo Brasil, apaixonados pelo Império Serrano, isso é motivo de orgulho pra mim, em saber que o Império é grande e merecedor de toda essa paixão, saiba que esses membros referido por vc, estão disposto a arregaçar as mangas e brigar pra que a nossa Escola seja vencedora e, que volte ao Nosso Grupo que é o Especial, pra isso contamos com pessoas como vc.

    Bjs na familia e nos veremos no carnaval de 2012.

  53. Alex Paulista

    Chicão meu irmão.. um bjo no seu coração ..muito obrigado pelas palavras!!!! IMPERIANO de Fé não cansa confia na lança do SANTO GUERREIRO!!!!

  54. Julia

    Pode deixar Angélica que aparecerei mais…saiba que vcs podem contar comigo para o que der e vier!Estou com vcs até debaixo d’água,mas claro usando máscara de mergulho!Um grande beijo

  55. Carlos Andreazza

    Parabéns, Alex! Boa estreia!

  56. Alex Paulista

    Mais uma vez quero agradecer a força dos amigos… Valeu Andreazza pelas palavras…
    Julia meu amor… dedico está primeira coluna a ti!!!

    bjo no coração de todos

    Avante Império Serrano!!

  57. Alex Paulista

    Angélica não podia deixar de falar de ti…pelo tratamento com minha querida noiva… e comigo desde 2008, 2009… vc, Luciano eo Bernardo…tenham todo sucesso do mundo…que deus os guarde sempre!!! e gostaria de estender um grande e carinhoso abraço a nossa turma de imperianos… gostaria de citar um por um… mas prefiro dar um abraço em cada um… obrigado….muito obrigado mais uma vez!!!

  58. Angélica Diniz

    Hum Paulista, pra vc dar um abraço em cada um, demoraria o dia inteiro, a nossa turma é grande, rs.
    Obrigada meu querido, esperamos vc logo por aqui.

    Julia sabado 17 tem Feijoada aparece tá.

    Bjs

  59. Angélica Diniz

    Gostaria muito de Parabenizar a nossa Querida Fernandinha, ela está arrasando em nosso blog.
    É uma pessoa que aprendeu a ser imperiana, e está cada dia mais se dedicando, com amor.
    Fê, obrigada por tudo te adoro, vc é 1000.

    Bjs

  60. Alex Paulista

    Grande coluna Andreazza… deixo minha sugestão.. o samba que gostaria de ouvir… é o de 1994… “Uma Festa Brasileira”… um dos melhores sambas que já ouvi… e pq sentimentalmente é muito forte… ali comecei minha saga…

    gde abs !!!

  61. Chicão

    Olha Andreazza,seria uma ótima ideia fazermos um passeio passeio n historia do samba do MENINO DE 47. Não só para relembrar e trazer velhos e novos imperianos,mais seria uma forma ainda melhor de deixar essas obras na memória de todos, da melhor forma possível,dentro da CORTE IMPERIAL.
    Tem alguns sambas do nosso Império que eu não gosto o do Beto Carreiro,Uma Rua chamada Brasil e o já distante Oscarito.Mais quem sabe,e é claro,tem gente que goste.O Importante, é falar do Império seja em que evento for.E a melhor forma seria seus sambas.
    Gostaria muito de ouvir la na quadra Pernambuco Leão do Norte.

    Um abraço e saudações imperianas

  62. Rochelli

    EU QUERO ouvir o Samba de 1986!
    De 25 anos atrás, porém atualíssimo!
    ;D

  63. Carlos Andreazza

    Grande Alex, adoro esse samba… Boa pedida.

    *******
    Querido Chicão, eu também adoraria ouvir essa pérola na avenida. Estou, aliás, fazendo um lobby grande pra conseguir isso em breve.

    ******
    Rochelli, “Eu quero” é barbada! Até toca de vez em quando, mas podia ser mais tocado.

  64. Carlos Andreazza

    Correção: Chicão, meu caro, onde se lê avenida, por favor, leia quadra.

    Abraço!

    • Chicão

      Entendido Mano Andreazza.

      Aproveito dar os parabéns a Fernanda por seu trabalho no Blogg,que foi bem lembrado pela Angélica.Nos deixando a par do que acontece no Império Serrano.

      Obrigado Fernanda.

  65. Angélica e Chicão, muito obrigada pelo reconhecimento e o que faço aqui é com carinho e dedicação. : ) Agradeço também pelos amigos colunistas e colaboradores de divulgação e execução do blog.

    Beijos

  66. Chicão

    Para mim mestre Simas,é o nosso hino nacional o lindo HEROIS DA LIBERDADE.

    O samba do Viga Mestre, era sempre o que abria qualquer ensaio da verde e branco da Serrinha.Acho que ainda hoje abre sim.Não tenho percebido, por que a maioria da vezes chego a CORTE IMPERIAL, etílicamente e emocionalmente em alta.

    Para os meus filhos, já passei a letra e a melodia que foi muito apreciada.Eles estão no caminho certo.

    Parabéns!!!

  67. Chicão

    Sim Mano Carlos Gil,nosso desfile de 2006 foi DIVINAL (sem trocadilho).Vi também no bom gosto das fantasiais do Paulo Menezes,o orgulho do componente imperiano.Como esquecer aquele PEDE PASSAGEM com o MUSSUNZINHO levando o pavilhão imperial.As alegorias bem acabadas no mais profundo bom gosto.E era possível até enxergar no enredo a SERRINHA como o OLIMPO e seus BALUARTES como Zeus,Afrodite,Atena,Poseidon…etc.

    Mais o que mais me marcou naquele desfile,foi ver na avenida,posso até dizer,uma contribuição minha,é deste simples imperiano

  68. Chicão

    CONTINUANDO…

    O PADRE CÍCERO de 9 metros de altura,foi feito apartir de uma escultura menor e de um CD ROM,onde tinha o passo a passo,da construção da estatuta, que existe em Juazeiro do Norte, que é a terceira maior do mundo.O Paulo Menezes me pediu e eu sem pestanejar enviei.
    Olha Carlos Gil,foi muita emoção este desfile.E que deixou bons frutos até hoje.Como as edições do IMPERIANO DE FÉ.

    Forte abraço e saudações imperianas.

  69. Carlos Gil

    Pois é Chicão, é esse orgulho de saber que se está entrando na avenida bem vestido, bem preparado, com um bom samba e um enredo em que a comunidade acredita é que espero que o Império reencontre no carnaval 2012. As escolhas têm sido felizes e a escola vai dando um passo à frente. Vamos com fé.
    Abraços

  70. chicão

    Moutinho,a primeira Dama do Samba é a rainha da melodia.O seu lalai laia é inconfundível.Sua marca registrada.

    Embora tenha dado Salgueiro, no Carnaval pergunte a muitos salgueirenses que eles lembram mais do samba do Império, do que mesmo o deles.

    Parabéns pela coluna.

  71. Chicão

    Grande Eraldo!

    Comecei o meu amor pelo Império Serrano,no seguintes versos “Nordeste o canto de tua gente no Império está presente…”Uma melodia pra lá de linda.Fui ouvindo os novos e os antigos sambas que não conhecia.Fazendo assim aumentar ainda mais a minha paixão.
    Só posso lhe dizer que essa safra de 2012 é muito forte.E que,o Império está bem. Que vença o melhor para nossa Escola de Samba.E que na avenida possamos cantar forte e voltarmos pro nosso lugar de fato e de direito.

    Saudações Imperianas

  72. Chicão

    Bota orgulho nisso Paulista!.A maior prova da força desta maravilhosa ala de compositores, alem claro da capacidade de compor,é sem dúvida a continuidade da arte de ser poeta.Vejamos os meninos que foram a final.O Grande Aluisio Machado e cia, com sua maturidade mostrando a beleza de sua grande obra.E o Arlindo Cruz que venceu com um grande samba e será o nosso hino para 2012.

    Parabéns a essa ala que faz qualquer imperiano se orgulhar.

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